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Biden aumenta tarifas para proteger indústria de chips dos EUA

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou um aumento significativo nas tarifas de várias importações chinesas, incluindo semicondutores, veículos elétricos e baterias.

Por Meu Quadradinho em 16/05/2024 às 15:50:27

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou um aumento significativo nas tarifas de várias importações chinesas, incluindo semicondutores, veículos elétricos e baterias. Esse ajuste eleva a tarifa sobre os chips de 25% para 50% em 2025, medida que busca fortalecer a segurança econômica e tecnológica dos Estados Unidos.

O aumento tarifário sobre semicondutores da China nos EUA

  • O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou um aumento nas tarifas de várias importações chinesas, incluindo semicondutores, veículos elétricos e baterias. E as tarifas sobre semicondutores subirão de 25% para 50% em 2025 para fortalecer a segurança econômica e tecnológica dos EUA;
  • A indústria de semicondutores é crucial para a infraestrutura tecnológica global, abrangendo desde eletrodomésticos até tecnologias militares avançadas. A Secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, destacou os riscos econômicos se a China assumir o controle da TSMC, a maior fornecedora mundial de semicondutores;
  • Em resposta à dependência de fornecedores estrangeiros, os EUA implementaram a Lei dos Chips em 2022, destinando US$ 280 bilhões para incentivar a fabricação nacional de semicondutores e atrair empresas internacionais como a TSMC para estabelecer operações no país;
  • A medida recebeu críticas da China, com o porta-voz da Embaixada Chinesa acusando os EUA de protecionismo. Nos EUA, líderes trabalhistas e democratas apoiaram a medida, mas houve preocupações sobre o impacto na inflação e nos custos ao consumidor. A tensão comercial entre EUA e China continua, com ambos os países buscando reduzir sua dependência tecnológica mútua e fortalecer suas capacidades internas.

Este aumento tarifário ocorre num contexto no qual a indústria de semicondutores é considerada estratégica para a infraestrutura tecnológica global, abrangendo desde eletrodomésticos até tecnologias militares avançadas.

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Gina Raimondo, Secretária de Comércio dos EUA, destacou a importância dessa indústria ao Congresso, citando possíveis riscos à economia estadunidense caso a China assuma o controle da TSMC, a maior fornecedora mundial de semicondutores.

Estados Unidos querem revitalizar fabricação de chips no país

(Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock)

Em resposta à crescente dependência de fornecedores estrangeiros para semicondutores, os Estados Unidos implementaram a Lei Chips ("CHIPS Act") em 2022.

A legislação destina US$ 280 bilhões (R$ 1,4 trilhão) para revitalizar a fabricação de semicondutores no país, incentivando tanto empresas estadunidenses quanto internacionais, como a TSMC, de Taiwan, a estabelecer operações nos EUA.

A necessidade de desenvolver alternativas nacionais também se reflete nas ações de países aliados. Por exemplo, os Países Baixos proibiram a ASML de exportar equipamentos de litografia avançada para a China, essenciais na fabricação de chips de alta tecnologia.

Como resposta, a China, por meio de empresas como a Naura Technology, começou a desenvolver sua própria capacidade em litografia.

Contudo, as novas tarifas dos EUA (divulgadas no site da Casa Branca), não serão recebidas passivamente pela China, que é um importante mercado de exportação para produtos estadunidenses, como a soja e veículos da Tesla.

Repercussão do aumento tarifário para chips chineses nos EUA

Ilustração de inteligência artificial com bandeiras dos Estados Unidos e China ao fundo
(Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

Liu Pengyu, porta-voz da Embaixada Chinesa em Washington, criticou a decisão, acusando os EUA de protecionismo comercial sob o pretexto de supercapacidade.

A medida de Biden foi amplamente apoiada por líderes trabalhistas e muitos democratas, mas enfrentou críticas de setores preocupados com o impacto na inflação e nos custos ao consumidor.

David French, da National Retail Federation, argumentou que os impostos adicionais sobre produtos importados poderiam agravar a inflação, impactando consumidores estadunidenses.

Essas novas tarifas inserem-se num contexto de tensão comercial prolongada entre EUA e China, com um histórico déficit comercial que excede US$ 250 bilhões (R$ 1,3 trilhão).

Enquanto os EUA tentam fortalecer sua independência tecnológica, a China continua a avançar no desenvolvimento de suas próprias capacidades para reduzir sua dependência de tecnologia estrangeira. A longo prazo, a guerra comercial pode redefinir as lideranças globais em tecnologia e inovação.

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