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Megaestruturas alienígenas podem estar escondidas na nossa galáxia, dizem cientistas

Há muitos anos, a descoberta da Estrela de Tabby parecia apresentar sinais de civilizações extraterrestres na nossa galáxia.

Por Meu Quadradinho em 16/05/2024 às 20:50:17

Há muitos anos, a descoberta da Estrela de Tabby parecia apresentar sinais de civilizações extraterrestres na nossa galáxia. A hipótese, porém, nunca chegou a ser comprovada. Mas, claro, as investigações de possíveis megaestruturas alienígenas nunca parou – e, agora, cientistas parecem ter encontrado não uma, mas 60 candidatas promissoras.

Entenda:

  • Dois estudos recentes encontraram sinais de possíveis megaestruturas alienígenas em 60 estrelas;
  • A primeira equipe analisou quase 4,9 milhões de estrelas, identificando 53 candidatas – novas e velhas – a inspeções mais detalhadas;
  • O segundo grupo de investigadores analisou 320 mil estrelas em busca de megaestruturas parciais – que não circundam inteiramente a estrela -, localizando 7 possíveis candidatas;
  • Apesar de promissores, os dois estudos ainda precisam passar por mais inspeções;
  • Os artigos foram publicados no arXiv e na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
(Imagem: Mike Ver Sprill/Shutterstock)

Duas equipes de astrônomos observaram a luminosidade variável e a luz infravermelha de algumas estrelas, encontrando sinais que podem estar relacionados às megaestruturas – como o excesso de luz infravermelha em estrelas antigas. Ainda que a descoberta possa, potencialmente, ter sido provocada por colisões entre planetas rochosos, algumas questões ainda permanecem um mistério, e as equipes sugerem inspeções mais detalhadas.

Leia mais:

Dados de milhões de estrelas podem indicar sinais de megaestruturas alienígenas

"As idades estelares dessas candidatas estão em tensão com os modelos atuais de formação de planetas rochosos, que preveem que a maioria dos eventos de colisão devem ocorrer nos primeiros 100 milhões de anos. Os objetos podem indicar que os processos duram mais do que se pensava, ou que outros processos levam a tais discos", escreveram os autores do primeiro estudo, publicado no arXiv.

Analisando os dados de quase 4,9 milhões de estrelas, a dupla encontrou 53 potenciais candidatas – novas e velhas – com emissões infravermelhas muito superiores ao esperado. As observações, entretanto, ainda devem passar por mais análises.

(Imagem: Takuya TOMIMATSU/Shutterstock)

O segundo artigo, publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, buscou megaestruturas parciais – ou seja, que não circundam inteiramente a estrela – em um conjunto de cerca de 320 mil estrelas. Aqui, a equipe encontrou "sete fontes exibindo infravermelho médio excesso de fluxo de origem incerta", conforme descrito no estudo.

Assim como na outra descoberta, os cientistas reforçam que, embora as candidatas pareçam extremamente promissoras, são necessárias mais observações.

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